140 países adotaram ações para elevar apoio a trabalhador informal, aponta FMI

"A pandemia chamou atenção para pessoas excluídas", disse diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva

Comércio de rua em Brasília, em meio à pandemia de coronavírus e reabertura gradual das atividades
Comércio de rua em Brasília, em meio à pandemia de coronavírus e reabertura gradual das atividades Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - 05/08/2020

André Marinho,

do Estadão Conteúdo

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A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta sexta-feira (23) que pelo menos 140 países implementaram medidas para expandir o apoio a trabalhadores que estão na economia informal durante a crise da Covid-19. “A pandemia chamou atenção para pessoas excluídas”, disse, em evento virtual promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Georgieva, que tem reforçado a defesa por uma política econômica inclusiva, explicou que o avanço da digitalização tem sido usado como um dos principais instrumentos de redução de disparidades. Como exemplo, ela citou a simplificação do processo de fornecimento de estímulos a trabalhadores por meio de plataformas digitais.

Apesar disso, a representante do FMI ainda enxerga desafios na entrega de apoio a trabalhadores informais. Na visão dela, para lidar com isso, os governos devem investir na educação, na inclusão financeira e em reformas no mercado de trabalho. “Informalidade torna as sociedades menos produtivas”, comentou.

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