Promoções, e-commerce e ESG: conheça as 10 tendências do consumo para 2021

Euromonitor ouviu consumidores em mais de 100 países para entender como será a nova forma de comprar no ano, que todos esperamos, começará o pós-pandemia

Consumidor em loja de eletrônicos: cada vez mais, loja física precisará ser digital
Consumidor em loja de eletrônicos: cada vez mais, loja física precisará ser digital Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

Wesley Santana,

colaboração para o CNN Brasil Business

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A pandemia mudou completamente o mundo. Obviamente, também trouxe grandes alterações na forma como todos consomem e como as empresas vendem. Alguns hábitos, por exemplo, vieram para ficar de vez, como o simples ato de comprar pela internet. Se antes era apenas uma opção para alguns, tornou-se uma grande necessidade.

Para tentar entender o que acontecerá em 2021, a consultoria Euromonitor International produziu um estudo para saber quais serão as tendências de consumo para 2021. Entre elas estão a preocupação dos consumidores com a responsabilidade ambiental e social das empresas. 

O estudo ouviu pessoas de mais de 100 países diferentes e também mostra que a resiliência demonstrada pelas empresas e a facilidade em se adaptar são os fatores que vão determinar os rumos durante o ano. 

Ajudar na reconstrução

Mesmo com a vacinação avançando em diversos países, o ano de 2020 pode deixar um rastro de terra arrasada. Para o pós-pandemia, a pesquisa revela que os consumidores esperam que as companhias continuem preocupadas com o bem-estar e a saúde da população, como muitas mostraram em ações sociais durante o pico da crise.

Antes, a maioria dos indivíduos acreditava que a sustentabilidade se resumia em questões ambientais. Agora, a responsabilidade social se mostra como um pré-requisito para conquistar a empatia do cliente. Nada mais é do que a já famosa pauta ESG (sigla para ambiental, social e governança)

Segurança e higiene

Os dois temas continuarão ser prioridade para os consumidores. Parece que, mesmo com a chegada das vacinas, a preocupação dos consumidores com as questões sanitárias não vai passar. Assim, deve haver uma forte demanda da sociedade por soluções empresariais que mitiguem o contato físico, a exemplo dos pagamentos via celular. Obviamente, os consumidores vão querer uma forte segurança nessas novas tecnologias – e as legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados estão aí para punir as empresas que não cumprirem com as suas responsabilidades.

Realidade cada vez mais digital 

O ser humano continuará dependendo cada vez mais da internet para consumir. Mas ele irá querer mais. O modelo de e-commerce que disponibiliza a compra online e a retirada presencial deve virar praticamente uma regra por causa da conveniência. O estudo também acredita que deve haver um crescimento na procura por experiências virtuais em locais físicos, como feiras e shows.

Volta ao passado

Embora a pandemia tenha acelerado a digitalização de muitas atividades, algumas faixas etárias ainda não sabem lidar totalmente com isso, principalmente a parcela composta de maiores de 50 anos. Nesse sentido, muitos clientes esperam ter de volta as comodidades que existiam antes da Covid-19 e que não eram tão relevantes, como não precisar de agendamento para realizar alguma atividade básica.

Vida ao ar livre

Depois de passar meses trancados dentro de suas casas, em vista do risco de infecção, os consumidores estarão em busca de lugares a céu aberto, em conexão com a natureza, para cuidar do bem-estar físico e mental. Além disso, com o trabalho remoto se tornado o “novo normal”, muitos querem deixar as grandes cidades para passar temporadas em lugares mais remotos, sem a agitação e poluição das metrópoles. 

Novos espaços de trabalho 

Uma das maiores ambições do novo consumidor, que já está em home office há meses, será equilibrar vida particular e profissional. Com a consolidação dos escritórios dentro de casa, ficou difícil para muita gente estabelecer um limite entre o trabalho e a vida familiar. Neste caso, além de contribuir para que essa separação seja feita pelos funcionários, é necessário incentivar a adoção de melhores práticas do home office e de atividades físicas, tendo em vista que o percurso casa-trabalho já não existe para muita gente. 

Otimização de tempo

Ainda usando o cenário anterior, em que as tarefas são realizadas dentro de casa, propor soluções que promovam maior autonomia na gestão do tempo e dos momentos é outra tendência para 2021. No levantamento, 51% dos consumidores citaram “tempo para atividades pessoais” como uma de suas três principais prioridades.

Saúde mental

Além da necessidade de confinamento e de isolamento social, o coronavírus provocou uma queda brusca de renda, que impactou a saúde mental das pessoas. Em função disso, as empresas devem fornecer produtos e serviços que auxiliem na promoção da resiliência, do bem-estar e ajudem os consumidores a lidarem com circunstâncias adversas e conquistarem autoconfiança.

Combate à desinformação

Em tempos de desinformação e acirramento dos ânimos políticos, há um ceticismo muito forte em relação à política e aos agentes políticos. Por isso, é importante que as marcas invistam em estratégias de marketing nas redes sociais e no mundo gamer – onde as pessoas passam parte do dia- para pressionar as plataformas digitais no combate a desinformação, que causa preconceito e extremismo. 

Promoções à vista

Como será o desempenho da economia durante o ano ainda não está claro para o Brasil e o mundo. Consequentemente, os consumidores estão cautelosos e moderados com os gastos, cortando os menos importantes. Para incentivar a compra, as empresas precisam evidenciar o valor agregado dos produtos e quais os reais benefícios de sua compra. Além disso, é indispensável usar a empatia para promover os produtos mais compatíveis com o perfil do público-alvo.

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